Você sabia que, diariamente, perdemos cerca de 50 a 100 fios de cabelo? Parece muito, não é mesmo? Mas saiba que essa quantidade é considerada saudável pelos dermatologistas. A preocupação só deve começar quando essa queda fica muito acentuada, com aglomerados de cabelo que deixam falhas, sendo possível até ver o couro cabeludo. Ao chegar neste ponto, é importante procurar ajuda médica.
Para entender quais são os principais motivos que levam à perda capilar, continue acompanhando o artigo que preparamos para você hoje.
1) O calor de chapinhas e secadores
Essas ferramentas prejudicam quem já possui fios mais ralos e frágeis, principalmente se forem utilizadas de forma incorreta — como usar o secador muito quente e próximo aos fios ou passar a chapinha com o cabelo ainda úmido. O calor tende a deixar os fios quebradiços, o que acaba estimulando a queda.
Ao notar que os fios estão caindo mais após o uso do secador e da chapinha, o recomendado é interromper o uso para reduzir essa agressão externa e deixar o cabelo descansar por um tempo. Banhos muito quentes e penteados que puxam os fios também favorecem a queda capilar.
2) Estresse
Situações de estresse podem estimular o eflúvio telógeno, que é uma queda intensa de cabelo. Esse problema pode ser desencadeado após traumas emocionais e físicos, depois da gestação ou devido a algumas infecções e doenças. Além disso, ansiedade e estresse implicam numa grande perda de minerais e vitaminas, essenciais para o crescimento saudável do cabelo.
A melhor forma de evitar o problema é manter um estilo de vida mais tranquilo e saudável. Se necessário, conte com a ajuda de um psicólogo e não deixe de buscar tratamento adequado junto a um dermatologista.
3) Procedimentos químicos, como a escova progressiva
Procedimentos químicos podem ser um risco, especialmente para cabelos que já apresentam fragilidade. Se você é adepta de coloração, escova progressiva e outras técnicas, trate o cabelo uma semana antes com produtos hidratantes que minimizem os danos. Caso note aumento da queda após a química, interrompa o procedimento por um tempo.
4) Dermatite seborreica
Popularmente conhecida como caspa, a dermatite seborreica é uma inflamação que pode causar coceira, descamação e vermelhidão no couro cabeludo, além de acarretar queda. Como não há cura, o recomendado é controlar o problema com limpeza constante da região e uso de shampoos específicos para remoção da caspa e oleosidade.
5) Alterações hormonais
Alterações hormonais são uma importante causa de queda capilar, especialmente na adolescência e em mulheres que começam um novo método anticoncepcional. Nestes casos, a queda costuma ser temporária.
Se notar queda intensa, consulte um dermatologista ou converse com o ginecologista para avaliar a troca do método anticoncepcional.
6) Uso de antidepressivos e outros remédios
Alguns medicamentos, como anticoagulantes, antidepressivos e remédios para pressão alta, podem ter como efeito colateral a queda capilar, especialmente no início do tratamento. Outros fármacos que podem causar o problema incluem lítio, metotrexato e ibuprofeno.
Se suspeitar que a queda esteja relacionada a algum medicamento, informe ao médico para avaliar alternativas.
7) COVID-19
A queda de cabelo também pode estar relacionada à COVID-19, geralmente percebida na linha frontal da cabeça algumas semanas após o contágio, podendo durar até 9 meses. Esse tipo de queda, chamado de eflúvio telógeno, acontece devido ao acúmulo de substâncias inflamatórias no organismo, mas também pode estar associado a estresse, ansiedade e febre alta.
O eflúvio telógeno costuma se resolver sozinho em alguns meses, sem necessidade de tratamento. Durante o processo, fios novos e mais curtos começam a aparecer, indicando que o ciclo capilar está se normalizando. Porém, se a queda for intensa a ponto de deixar falhas visíveis, é fundamental procurar um dermatologista para avaliação detalhada e possível tratamento.